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Historial

A Casa e Quinta de Fervença, residência do seu actual proprietário, Eduardo Alberto da Silva Felgueiras Gayo e sua mulher Marlene Doroti de Oliveira e Silva Felgueiras Gayo, com traça dos fins do Século XVI e um sabor tipicamente minhoto é composta por um Solar com Capela e rodeada de terrenos de lavradio e mato, com a área de 550.000 metros quadrados que se estendem do sopé do Monte da Franqueira até às ruínas do histórico Castelo de Faria. Foi, esta velha e histórica Casa, berço de fidalgos de cota d'armas que, nos cinco cantos do mundo, honraram a sua Pátria, muitas vezes com o sacrifício da própria vida.

A data da sua construção inicial não é conhecida, no entanto, a história a ela se refere desde os tempos imemoriais da fundação do Reino de Portugal como continuadora das Casas de Onega e Paço e residência principal da linhagem dos Gayos. Sabe-se que D. Soeiro Mendes da Maia, o Bom, contemporâneo do Conde D. Henrique e de seu filho D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal, foi pai de Gonçalo Soares Mouro, que se recebeu com D. Urraca Soares Gayo, irmã de Nuno Soares Gayo.

A fachada principal, construída em granito de grão grosseiro e típico da região, é formada por uma larga varanda corrida a toda a sua extensão que assenta em quatro arcos apainelados. No extremo poente, a escada de granito de grão fino que nos conduz ao amplo terreiro que a defronta; do lado nascente, a capela da invocação de Nossa Senhora da Ajuda, com licença passada em 1617 e mais tarde visitada em 1765, onde, segundo a pedra tumular existente, repousam os restos mortais de Dona Maria Felgueiras Gayo falecida em 1568. Também aí se encontram sepultados D. Rosa Maria do Lago Felgueiras Gayo e seu marido José Machado Paes de Araújo Felgueras Gayo.

O terreiro que na sua frente se desenvolve é delimitado pelo Nascente, por uma casa construída em granito grosseiro, antiga residência de criadagem e hoje aproveitada como unidade de Turismo no Espaço Rural, pelo Poente, por um muro que o separa da eira e seus cobertos e de Sul,  por alto muro  ameado no qual se abre um portão, em cujo frontão, encimado por cruz, sobressai uma delida pedra de armas composta por um escudo partido em pala sendo; na primeira a dos GAYOS, de prata, três pintas de arminho de negro postas em pala e dispostas em faixa; chefe partido de vermelho e ouro, com um castelo de oiro no vermelho e quatro palas de vermelho no oiro; na segunda a dos FELGUEIRAS, de azul nove lisonjas apontadas de prata e moventes do chefe, da ponta e dos flancos do escudo. Elmo aberto. Timbre dos Gayos, castelo sobrepujado por uma bandeira de arminhos.

Possui ainda este sóbrio solar, um magnífico terreiro interior rodeado por varadas e dois terreiros ajardinados, rodeados estes também, por altos muros.

A Casa de Fervença foi morgadio, instituído em 1561, com capela na Igreja Matriz de Vila do Conde e os seus Senhores, conforme documentos autênticos, não só são descendentes dos GAYOS e dos FELGUEIRAS, mas também dos ARAÚJOS, dos MAIAS, dos MACHADOS, dos PAES, dos FARIAS do Castelo de Faria, dos VASCONCELOS, dos MELLOS, dos SILVAS, dos MENEZES, dos LIRA, dos MOSCOSOS, dos PONCE DE LEON, dos CURUTELOS, dos RIBEIROS, dos LAGO, etc., mas também de D. RAMIRO III, Rei de Leão.

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